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Com a sua 36ª edição agendada para ocorrer entre 19 de outubro e 1º de novembro, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo é sempre um evento que proporciona ao espectador o descobrimento de novos filmes, que na maioria das vezes nem entram em circuito comercial.

Após a divulgação das obras até aqui confirmadas pelo festival (veja todos elas aqui) selecionei 20 novas produções pelas quais me interessei por diversos motivos. Como ainda não estão no ar as sinopses de todas elas, baseei minha escolha em diversos fatores, como nas premiações recentes de festivais e nos históricos de diretores, atores, atrizes e roteiristas. Deixo claro que não vi nenhum desses filmes e faço aqui uma simples aposta nesses nomes. Vamos a eles:

Filmes brasileiros

Era uma Vez Eu, Verônica, de Marcelo Gomes
Diretor dos ótimos Cinema, Aspirinas e Urubus e Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, Marcelo Gomes conta a história de uma médica recém-formada que vive um momento de incertezas tanto em sua vida pessoal quanto profissional. Vencedor do último Festival de Brasília

O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho
Autor do ótimo curta Recife Frio, o diretor volta a usar a capital pernambucana como pano de fundo em seu primeiro longa-metragem de ficção, que recebeu o prêmio de direção em Gramado. A vida numa rua de classe-média toma um rumo inesperado após a chegada de uma milícia que oferece paz de espírito e segurança particular. A presença desses homens traz tranquilidade para uns e tensão para outros, numa comunidade que parece temer muita coisa

Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi
Roteirista de filmes como Bicho de Sete Cabeças e As Melhores Coisas do Mundo, Bolognesi estreia na direção de longas-metragens realizando uma animação épica que atravessa episódios marcantes da história do Brasil e projeta um futuro caótico para o País

Colegas, de Marcelo Galvão
Road movie protagonizado por três portadores de Síndrome de Down, que fogem da instituição em que estão internados e revivem cenas de filmes. Vencedor do último Festival de Gramado

A Busca, de Luciano Moura
Melhor ator brasileiro da atualidade, Wagner Moura interpreta Theo, um pai que se desespera quando seu filho de 15 anos foge de casa e parte em busca do garoto (e de si mesmo)

Chamada a Cobrar, de Anna Muylaert
Depois do interessante É Proibido Fumar, Muylaert dirige essa história sobre um falso sequestro anunciado por telefone

Elena, de Petra Costa
Premiado em Brasília neste ano com os troféus de direção, direção de arte e montagem, o filme adota recursos ficcionais para contar a história da irmã da diretora, uma atriz que tentou fazer carreira no cinema dos Estados Unidos, mas fracassou e se suicidou em Nova York

Jards, de Eryk Rocha
A vida e obra do cantor, músico e ator Jards Macalé é celebrada neste documentário dirigido por Eryk Rocha (filho de Glauber Rocha). O artista carioca cresceu rodeado de música, estudou compositores eruditos, mas sempre representou a música popular brasileira. O longa retrata um pouco do processo criativo do último álbum do autor de canções como “Vapor Barato”, “Gothan City” e “Movimento dos Barcos” e sua destreza com diversos instrumentos musicais

O que se Move, de Caetano Gotardo
Três famílias distintas estão tendo que lidar com a chegada – ou perda – de um filho, fato que causa uma mudança muito significante em suas rotinas. Prêmio de melhor atriz (Fernanda Vianna) no último Festival de Gramado

Super Nada, de Rubens Rewald
Guto (Marat Descartes) luta para se estabelecer como um artista e ter reconhecido o seu talento. Após inúmeros testes, ele finalmente é escalado para um programa semanal de Zeca (Jair Rodrigues), seu ídolo. Prêmio de melhor ator no Festival de Gramado

Filmes Estrangeiros

Reality (Itália, França), de Matteo Garrone
Luciano (Aniello Arena) é o dono de uma peixaria que faz vários bicos para manter sua família. Após fazer um teste para participar de um reality show ele se empolga com a chance de melhorar de vida. Só que o tempo passa e, sem nenhum comunicado da emissora de TV, ele fica cada vez mais paranoico. Vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes

A Bela Que Dorme (Bella Addormentata, França, Itália), de Marco Bellocchio
Mais importante diretor italiano vivo, Bellochio usa a história real de uma mulher que passou 17 anos em estado vegetativo para tratar dos dilemas da sociedade italiana atual

A Caça (Jagten, Dinamarca), de Thomas Vinterberg
Lucas (Mads Mikkelsen) trabalha em uma creche. Tudo corre bem até que, um dia, a pequena Klara (Annika Wedderkopp), de apenas cinco anos, diz à diretora da creche que Lucas lhe mostrou suas partes íntimas. A acusação logo faz com que ele seja afastado do trabalho e, mesmo sem que haja algum tipo de comprovação, seja perseguido pelos habitantes da cidade em que vive. Prêmio de melhor ator no Festival de Cannes

A Parte dos Anjos (The Angel´s Share, Reino Unido, França, Bélgica, Itália), de Ken Loach
Robbie (Paul Brannigan) escapa, por pouco, de uma sentença de prisão. Ele acaba de ter um filho com a namorada Leonie e promete que o futuro do primogênito será diferente de tudo que viveu. Durante o serviço comunitário, ele conhece pessoas que enfrentam a mesma dificuldade de encontrar emprego e descobre um dom em degustação de whisky, que pode mudar suas vidas para sempre. Vencedor do prêmio do júri do Festival de Cannes

Além Das Montanhas (Dupa Dealuri, Romênia), de Cristian Mungiu
Alina (Cristina Flutur) e Voichita (Cosmina Stratan) são grandes amigas que vivem em um monastério isolado. Alina viveu por vários anos na Alemanha e deseja voltar ao país, agora com Voichita, mas ela está feliz no convento, onde acredita ter encontrado um lar e a fé. Sem entender a amiga, Alina passa a enfrentar constantemente um padre local. Ele, por sua vez, passa a acreditar que a jovem está possuída. Prêmio de melhor atriz e melhor roteiro no Festival de Cannes

No (Chile, França, EUA), de Pablo Larraín
Protagonizado por Gael Garcia Bernal, o filme conta a história do plebiscito de 1988 que pôs fim à ditadura de 15 anos de Augusto Pinochet no governo do Chile

Na Neblina (V Tumane, Alemanha, Rússia, Letônia, Holanda , Bielorússia), de Sergei Loznitsa
Em 1942 a região da Bielorrússia está ocupada pelos alemães. Um trabalhador ferroviário é acusado injustamente de ser um colaborador e enfrenta um dilema moral para provar a sua dignidade. Prêmio da crítica no Festival de Cannes

Um Alguém Apaixonado (Like Someone In Love, França, Japão), de Abbas Kiarostami
O grande diretor iraniano, que esteve na Mostra há dois anos com o ótimo Cópia Fiel, foi ao Japão para filmar a história do relacionamento entre um idoso e uma jovem

Barbara (Alemanha), de Christian Petzold
O filme conta a história de uma médica berlinense enviada para uma pequena cidade da Alemanha Oriental como punição por ter pedido permissão para visitar o Ocidente, nos anos 80. Vencedor do prêmio de melhor direção no Festival de Berlim

Tabu (Portugal, Brasil, França), de Miguel Gomes
Uma idosa temperamental, a sua empregada cabo-verdiana e uma vizinha dedicada a causas sociais partilham o andar num prédio em Lisboa. Quando a primeira morre, as outras duas passam a conhecer um episódio do seu passado: uma história de amor e crime passada numa África de filme de aventuras. Vencedor do prêmio da crítica no último Festival de Berlim

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