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Com o ano de 2012 perto do fim, é chegado o momento de olhar para trás e analisar tudo o que passou pelos cinemas brasileiros nos últimos doze meses. Para escolher as produções que mais se destacaram nesse período preferi me ater apenas a filmes que chegaram ao circuito comercial nacional. Assim, filmes como Tabu, de Miguel Gomes, e O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho, que foram os grandes destaques da última Mostra de São Paulo, ficaram fora da relação. Já No, de Pablo Larraín, pôde ser citado porque estreia no País no próximo dia 28. Vamos à lista:

10 – Memórias de Xangai, de Jia Zhang-Ke

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Jia Zhang-Ke segue tendo como principal tema as velozes transformações socioeconômicas ocorridas na China nas últimas décadas. Desta vez pela via do documentário, o cineasta traça, através das recordações dos habitantes de Xangai, um painel sobre o passado e o presente da cidade. Assim, o diretor recupera uma memória coletiva que tem no Cinema um produtor e difusor de lembranças.

9 – Polissia, de Maiwenn

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“Polissia tem êxito inquestionável ao tratar de um tema difícil sem se render a qualquer tipo de concessão harmonizadora, como se pode comprovar em seu final visualmente belo e altamente simbólico.” – leia a crítica completa

8 – Moonrise Kingdom, de Wes Anderson

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Wes Anderson usa seu conhecido apuro estético para contar uma história com tons fabulescos sobre o amor entre dois adolescentes. Aqui, mais uma vez, os adultos são quase sempre mais infantis que as crianças.

7 – Um Alguém Apaixonado, de Abbas Kiarostami

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Após realizar na Itália o excelente Cópia Fiel, o diretor iraniano sai mais uma vez de seu país natal para filmar, agora para ir ao Japão. Construindo um incomum triângulo amoroso entre dois jovens e um idoso, Kiarostami se preocupa menos com a trama e mais com a conflituosa relação de identidade dos personagens consigo mesmos. Ao preferir as dúvidas às respostas fáceis, o cineasta destaca o lado inexplicável do amor e dos sentimentos humanos.

6 – No, de Pablo Larraín

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Último filme da trilogia do diretor sobre a ditadura chilena – os outros foram Tony Manero e Post Mortem -, No retrata a despolitização da política ao mostrar como o sanguinário regime de Pinochet só foi deposto graças a uma bem-sucedida campanha publicitária – leia a crítica completa

5 – Precisamos Falar Sobre o Kevin, de Lynne Ramsay

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“Em sua melhor atuação na carreira, Tilda Swinton interpreta Eva dispensando qualquer tipo de exagero dramático e encarnando de maneira sutil suas mudanças ao longo do tempo, revelando uma personagem que, após passar grande parte da vida reprimindo seus sentimentos, tenta achar um ponto de equilíbrio para seguir vivendo” – leia a crítica completa

4 – A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese

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“Lutando contra o esquecimento de Méliès e de tantos outros com histórias parecidas, Scorsese faz um apelo para que nossa fascinação quase instintiva diante da tela de cinema seja renovada, apesar de o ar de novidade vivenciado pelos contemporâneos dos Lumiére ter ficado para trás” – leia a crítica completa

3 – Pina, de Wim Wenders

PINA

Assim como Scorsese, Wenders utiliza o 3D de maneira artisticamente interessante e faz uma bela homenagem à coreógrafa Pina Bausch, conseguindo traduzir em imagens a liberdade trazida pela arte aos dançarinos.

2 – Holy Motors, de Leos Carax

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“O protagonista é, antes de tudo, um resistente, assim como o é o filme de Leos Carax. Resistente em relação à falta de ambição da indústria cinematográfica; à passividade do público; à ausência de tramas ambíguas e reflexivas; à limitação dos gêneros, à banalização das imagens, etc. É essa resistência que faz de Holy Motors um filme extremamente original, que dá uma resposta à altura dos problemas que atribui ao Cinema atual” – leia a crítica completa

1 – A Separação, de Asghar Farhadi

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“O diretor iraniano criou uma história que, apesar da aparente simplicidade, revela aos poucos sua densidade e capacidade de abrigar temas tão distintos quanto a luta de gêneros e de classes, o fanatismo religioso, o cerceamento do cidadão pelo Estado e a flexibilização da ética” – leia a crítica completa

Menções Honrosas (filmes que não estão na lista, mas também se destacaram):

Heleno, de José Henrique Fonseca – leia crítica aqui
Drive, de Nicolas Winding Refn – leia crítica aqui
007 – Operação Skyfall, de Sam Mendes – leia crítica aqui
Os Descendentes, de Alexander Payne – leia crítica aqui
Fausto, de Aleksandr Sokurov
Tomboy, de Céline Sciamma
Febre do Rato, de Cláudio Assis
Histórias que Só Existem Quando Lembradas, de Julia Murat
Infância Clandestina, de Benjamin Ávila
Elefante Branco, de Pablo Trapero

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